Obesidade versus Diabetes Mellitus tipo 2

Na postagem anterior, falamos sobre o Diabetes Mellitus tipo 2. Dentre outros aspectos abordados (sintomas, diagnóstico, fatores de risco e prevenção), foram levantados vários aspectos que, em conjunto, podem amenizar os sintomas da doença e levar o paciente a ter uma vida saudável. imagesAlgumas lacunas continuaram abertas, propositalmente. Portanto, o objetivo principal dessa vez é abordar as diferentes drogas que podem ser usadas na redução da taxa glicêmica e estabelecer a conexão entre a obesidade e o diabetes tipo 2.

Os medicamentos que reduzem a taxa de glicose sangue se agrupam em oito classes:

  • Sulfoniluréias
  • Meglitinidas
  • Biguanidas
  • Tiazolidinedionas
  • Inibidores da alfa-glicosidase
  • Inibidores da DPP-4
  • Análogos de GLP-1
  • Insulina e análogos de insulina

Sulfoniluréias

As sulfoniluréias estimulam as células beta do pâncreas (células responsáveis pela produção de insulina) para liberar mais insulina. Essas drogas são geralmente tomadas 1 a 2 vezes ao dia, antes das refeições.

Meglitinidas

As meglitinidas, assim como as sulfoniluréias, estimulam as células beta a liberar insulina. A diferença é que as meglitinidas têm uma meia-vida mais curta que as sulfoniluréias, e devem ser tomadas três vezes ao dia, imediatamente antes do café da manhã, almoço e jantar.

 Biguanidas

A atuação das biguanidas ocorrem no sentido da redução da taxa de glicose no sangue a partir da redução da quantidade de glicose produzida pelo fígado.

Tiazolidinedionas

As tiazolidinedionas atuam melhorando a ação da insulina no músculo e no tecido adiposo – tecidos insulino-dependentes -, além de diminuir a produção de glicose no fígado.

Inibidores da enzima DPP-4 (Dipeptidil Peptidase IV)

Esse grupo de medicamentos agem impedindo a degradação de um hormônio produzido no intestino, o GLP-1 (Glucagon-like peptide-1). O GLP-1 é liberado após uma refeição e estimula a produção de insulina, ajudando a reduzir a glicemia. Normalmente, o GLP-1 é rapidamente degradado pela enzima DPP-4. Os inibidores desta enzima permitem que o GLP-1 permaneça ativo no organismo por mais tempo, reduzindo os níveis de glicose no sangue.

Análogos do GLP-1

Esta classe reproduz a ação do hormônio natural GLP-1, com a diferença que estes medicamentos não são degradados pela enzima DPP-4.

O efeito dessas drogas se resume basicamente no mesmo mecanismo – por isso nem todas foram citadas- : estimulação das células beta do pâncreas a produzirem mais insulina, e por conseguinte, acarretam a diminuição da glicose circulante e o aumento da sensibilidade das células a insulina.

 E qual relação entre a obesidade e o diabetes mellitus tipo 2?

diabetes-mellitus3d

 Observa-se, que à medida que o indivíduo aumento a quantidade de gordura no corpo, seus níveis glicêmicos também aumentam, o que colabora para a incidência de doenças como o diabetes mellitus tipo 2. Muitos estudos têm sido realizados no sentido de entender a relação existente entre essas duas doenças. O que se sabe é que os maus hábitos alimentares aliados ao sedentarismo e a comodidade do mundo moderno tem colaborado para o aumento de massa gorda no corpo, o que é, definitivamente, prejudicial à saúde. “A adiposidade central parece estar associada mais freqüentemente à resistência à insulina, do que a distribuição centrífuga de gordura (obesidade periférica)”.

“O mecanismo pelo qual o acúmulo de gordura intra-abdominal (visceral) causa resistência à insulina não está claro, embora existam hipóteses de que elevadas concentrações de ácidos graxos livres possam estar implicadas no processo. O acúmulo de ácidos graxos livres poderia iniciar uma cascata metabólica, resultando na inibição da enzima fosfofrutoquinase 1, e no acúmulo de glicose-6-fosfato dentro das células musculares, o que desregularia o transporte de glicose.”

           

Referências bibliográficas:

  1.  http://www.hospitalsiriolibanes.org.br/hospital/especialidades/centro-de-diabetes/artigos-uteis/Paginas/tratamento-diabetes-tipo-2.aspx (Acessado em 01 de Junho de 2013)
  2.  http://es.wikipedia.org/wiki/DPP-4 (Acessado em 01 de Junho de 2013)
  3.  http://en.wikipedia.org/wiki/Glucagon-like_peptide-1 (Acessado em 01 de Junho de 2013)
  4.  http://www.kleberpersonal.com.br/artigos/artigo_060.pdf (Acessado em 01 de Junho de 2013)
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