Tecido Adiposo Branco

Como dito anteriormente, o tecido adiposo pode ser subdivido em dois tipos: tecido adiposo branco e tecido adiposo marrom. Será dado inicio, portanto, ao tratamento de um deles, o tecido adiposo branco (TAB).

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Constituição geral

 

Composto por adipocitos que são unidos por tecido conjuntivo frouxo que é ricamente vascularizado e inervado. Ainda possui macrófagos, fibroblastos, pré-adipocitos e células endoteliais. Seus adipocitos são uniloculares, ou seja, cada célula contem uma única gotícula de lipídeo (resultante da fusão de gotículas menores), uma inclusão citoplasmática com os triacilglicerois usados na lipólise. Essa gotícula típica ocupa cerca de 90% do volume celular e assim comprime o núcleo, o citoplasma e organelas a uma delgada orla em torno de si.

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Disposição e principais funções

Primariamente, o TAB é mais conhecido por ser o componente chave na regulação do metabolismo energético (lipólise e lipogênese) e como a maior reserva de energia em forma de triacilglicerol.

O tecido adiposo branco (TAB) é o principal tecido adiposo no ser humano adulto. Trata-se daquela “gordurinha a mais” que muitas pessoas reclamam e o seu acumulo em excesso relaciona-se a obesidade. O TAB encontra-se disperso pelo corpo e quanto a isso é possível sua sudivisao em dois principais tipos: subcutâneo e visceral. Subcutaneamente, forma o panículo adiposo ou hipoderme. Disposto dessa maneira, esse tecido garante um isolamento térmico. Visceralmente, este é observado em quantidades relevantes no omento maior, mesentério e ao redor do fígado e coração. Com essa distribuição, observa-se sua atuação na proteção mecânica e no preenchimento. Cita-se ainda o papel de “almofada” nas palmas das mãos e sola dos pés.

Como órgão endócrino, o TAB produz diversos hormônios – como o leptina, adiponectina e angiotensinogenio (AGE). Secreta o fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa), fator de transformação do crescimento (TGF-beta), o fator insuliniforme do crescimento (IGIF) e citocinas (Interleucina 6 e prostaglanina). Agindo ainda nesse campo, eh notável sua atucao em processos inflamatórios e na angiogênese. Na obesidade, essas secreções são aumentadas e podem estar relacionadas ao desenvolvimento de diabetes.

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Sua distribuição varia de acordo com uma serie de fatores, dentre eles, a idade e o sexo. Interessante ressaltar ainda que a espessura da camada na pele explica, parcialmente, a diferença do contorno corporal existente entre os homens e as mulheres.

Autor: João Pedro

Fontes:

  1. Wronska, Z. Kmiec, 2012, Structural and biochemical characteristics of various white adipose tissue depot, Acta Physiol.
  2. http://histologyolm.stevegallik.org/node/97
  3. http://themedicalbiochemistrypage.org/adipose-tissue.php
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